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Atenção! Atenção! Quem pensa ou acredita que cuidar do corpo
e da aparência está apenas relacionado ao efêmero, está redondamente
enganado. Há algum tempo que esta abordagem vem sendo estudada
e pesquisada por sociólogos, historiadores e filósofos contemporâneos.
Quem faz esta afirmação é o filósofo francês, Gilles Lipovestsky,
em recente entrevista à Silvia Rogar, da revista Veja. Segundo
ele, "Estar na moda, não se restringe ao vestuário apenas,
rege outras esferas da vida como o culto ao corpo, o consumo
e o bem-estar". Isto é interagir socialmente de uma maneira
participativa e extremamente benéfica numa época de globalização.
Entretanto, tem que haver uma certa dose para este novo
conceito social frente ao belo. Se a visão for muito micro,
a ótica de tais preocupações poderá gerar um aumento da
ansiedade, angústia e depressão. Isto quer dizer o seguinte:
há atualmente, incontestavelmente, o culto ao corpo e à
saúde, mas a dose para tal preocupação precisa de um certo
equilíbrio para que a vida não gire apenas em torno desta
temática e se torne uma obsessão com tendências patológicas.
Ninguém precisa ser obeso pelo fato de ter histórico de
obesidade em sua família. Hoje em dia os recursos e técnicas
são infinitos para que haja uma melhora na aparência externa.
E isto não é ruim. "Lutar para melhorar a aparência é ser
dono do próprio corpo", diz Lipovestsky.
Antigamente, na sociedade tradicional, a beleza era considerada
um dom. Atualmente, nesta sociedade democrática e tecnológica,
dentro de um universo individualista, o que dá grandeza
ao homem é não se acomodar. Lipovetsky acredita que "a imposição
da magreza, ao mesmo tempo em que atinge indiscriminadamente
todas as pessoas, é também uma forma de o indivíduo tomar
posse do próprio corpo."
Esta posição da sociedade não deixa de ser paradoxal e
tirânica, entretanto impulsiona aos indivíduos uma atitude,
uma ação, não os tornando submissos e resignados a um enfadonho
destino. Todos têm direito à beleza!
O que é necessário e fundamental é que esta busca não se
torne superficial e abusiva. A sociedade cobra beleza e
magreza. Cabe a cada um, cobrar de si próprio, além daquilo
que lhe é imposto socialmente.
Ser belo? Sim.
Ser magro? Se for muito importante, sim!
Mas jamais se esquecer de buscar a "beleza" e a "magreza"
da alma na essência das grandes virtudes como a sabedoria,
paciência, integridade, bom humor, tolerância, fraternidade
e por aí vai...
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