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Sabemos o que é bom comer
para viver com saúde. Basta, agora, experimentar este novo
e saudável jeito de se alimentar!
Este é o título de uma reportagem inserida no Folhateen
de 26 de janeiro de 2004, assinada por Alessandra Kormann.
Aproveitando
a bela reportagem, transcrevo algumas estórias acontecidas
no consultório com adolescentes.
Em primeiro lugar, afirmo que gosto muito de orientar adolescentes
e seus pais quanto à alimentação. É nessa idade que o jovem
está aberto para os conhecimentos de fora de sua casa e
dos exemplos familiares.
Nessa idade o banho hormonal que sofrem faz que se tornem
rebeldes, cheios de si e avessos à alimentação sadia. Seguir
o
grupo a que pertencem é o mais importante e os fast food
estão aí.
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“Somente a oferta dos conhecimentos
corretos pode diminuir o crescimento da população
obesa.”
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É dever de todas as pessoas
orientar os mais jovens, principalmente quem trabalha
nessa área. Muitas escolas se preocupam com a alimentação
e em suas cantinas só vendem alimentos saudáveis. |
As redes de fast food estão colaborando evitando propagandas
em escolas, reduzindo o tamanho das porções, vendendo hambúrguer
sem pão, oferecendo mais opções de saladas.
A luta contra a obesidade deve atingir a todos e a melhor
maneira é através da educação. Somente a oferta dos conhecimentos
corretos pode diminuir o crescimento da população obesa.
Devemos estar inseridos neste conceito de que somos parte
de um todo e perceber que cada movimento isolado influi
no todo. Quando uma rede de fast food, que é a mais procurada
por adolescentes oferece mais saladas, está ajudando nessa
conscientização.
O que os jovens precisam é de mais opções para fazer escolhas
inteligentes. Pratos com aromas agradáveis, saborosos, com
bom visual e em ambientes próprios para a idade colaboram
para melhor aceitação.
Os estímulos sensoriais dão um colorido às necessidades
de nosso cérebro primitivo, criando sentimentos de prazer
na tentativa de alcançar o cérebro superior (córtex cerebral)
onde reside a inteligência, a razão.
A seqüência é: estou com fome (necessidade
detectada pelo hipotálamo), vou
comer o que me dá prazer
(emoções que
reside no sistema límbico), percebo
pelos sentidos de olfação, paladar, textura, audição e visão
(que estão também no
sistema límbico), mas vou comer o que
me faz bem (uso da inteligência que está no córtex
cerebral).
Grande parte das pessoas infelizmente pára na segunda fase
(come o que lhe dá prazer),
principalmente os adolescentes,
pois não querem experimentar o paladar, nem a textura dos
alimentos saudáveis.
O recado deste artigo é para pais e jovens. Aos pais, que
elaborem comidas com aroma e paladar agradáveis (o olfato
e o paladar são os instintos mais primitivos) num ambiente
emocionalmente equilibrado. Aos jovens, que tenham a curiosidade
de experimentar o que é novo, mas saudável.
Aguardo perguntas e sugestões.
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