|
|
| Treinando em DIETA |
Não deixe a baixa ingestão de carboidratos destruir o seu treinamento.
Aqui está a solução para aumentar a energia disponível durante a fase
de dieta. |
Caso você seja uma das milhares de pessoas em dieta no mundo,
tenha diminuído a quantidade de calorias diárias e, conseqüentemente,
o montante de carboidratos, talvez conheça muito bem os seguintes
sintomas ao realizar suas sessões de treinamento:
• cansaço excessivo
• dores musculares
• dificuldade de concentração na rotina diária
• energia insuficiente para finalizar as sessões e ainda fazer o treino
de cardio |
Obviamente, ao
cortar a ingestão de carboidratos, você têm alguns benefícios. Dentre
estes, a aceleração da definição muscular. Mas, por outro lado, tem
um efeito colateral. Falando curta e diretamente, este efeito colateral
é simplesmente a queda dos níveis de energia.
Analisemos o seguinte cenário: você está fazendo uma dieta de baixo
consumo de carboidratos e deseja continuar treinando pesado e ganhando
musculatura enquanto diminui sua gordura corporal. Explicarei como
conduzir seus treinos para obter os efeitos positivos que você espera. |
|
TURBINANDO SEU TREINAMENTO
Enquanto
a dieta de baixo consumo de carboidratos ajuda inegavelmente a metabolizar
mais gorduras e aumenta a definição, ela também consome parte de
sua valiosa musculatura.
Isto ocorre basicamente porque os estoques de glicogênio (glicose
estocada no organismo) dentro da musculatura e fígado são gastos
quando o consumo de carboidratos é pequeno. E com baixos
estoques de glicogênio é difícil para a musculatura desempenhar
e manter os altos níveis de intensidade que as sessões de musculação
requerem.
|
Essencialmente,
você irá sofrer decréscimo na força muscular, suas cargas irão despencar
e, conseqüentemente, seus músculos receberão um estímulo de treinamento
menor do que antes, o que em parte contribuirá para a perda de musculatura.
Somado a isto vale lembrar que, quando você está de dieta, independente
do tipo de dieta adotado, seu organismo estará em estado hipocalórico
(as calorias consumidas na dieta são inferiores às que o organismo
gasta em um dia).
Neste caso, seu corpo irá buscar a energia extra que necessita
e que a dieta não fornece, metabolizando proteínas para a liberação
dos aminoácidos que serão utilizados para produção de energia. |
Devido a este cenário, é necessário
que o treinamento com pesos seja estruturado de forma breve, pesada
e, conseqüentemente, intensa.
Sessões mais breves consomem menos calorias que sessões prolongadas.
E para aqueles que pensam que só tem uma verdadeira sessão de treino
quando passam a tarde inteira na academia, lembrem-se: existe
uma relação inversa entre volume e intensidade de treinamento.
Você só consegue treinar realmente pesado por curtos períodos de tempo
ou não tão pesado por períodos mais prolongados. Jamais poderá
treinar realmente pesado por longos períodos! De fato, se
realmente der o máximo em cada série de cada exercício, não conseguirá
durar mais de 20 a 30 minutos por cada grupo muscular. |
|
Você deve também focalizar em
trabalhar o mais pesado possível em um treino o mais rápido possível
após ter finalizado o aquecimento. Isso é importante porque, enquanto
o músculo está descansado, os estoques de ATP, que é o composto
químico responsável pela liberação de energia necessária à contração
muscular, e de glicogênio estarão em suas quantidades máximas.
E nesta conjuntura você pode
produzir o máximo trabalho muscular possível.
Pense no treinamento dos diferentes grupos musculares da
seguinte forma: você deve produzir o máximo de força possível, no
mínimo tempo possível. Aumentar ao máximo a intensidade de seu treino
é seu objetivo primordial.
O aquecimento adquire importância fundamental para diminuição do
risco de lesões. Sempre execute 2 a 3 séries leves em seu primeiro
exercício.
|
|
FICANDO INTENSO
Exemplo:
consideremos que você queira ajustar sua rotina de bíceps para que
ela torne-se intensa.
Siga estas quatro etapas:
1. Comece seu treino com um exercício construtor
de massa muscular, como, por exemplo, a rosca direta. Faça duas
séries leves de 10 repetições e aumente o peso ao ponto que ele
seja suficiente para apenas oito repetições no máximo (8RM) mantendo
a correta técnica de execução. Diminua, então, este peso em aproximadamente
10% e faça outra série de 6-8 repetições. Na terceira e última série
pesada, decresça o peso em mais 10% e vá até o limite, fazendo de
6 a 8 repetições ao ponto de atingir a falha muscular e não ser
capaz de executar mais nenhuma repetição. Tempo
decorrido: 6 minutos.
|
| 2. Em seguida, escolha um exercício
isolado, tal como a rosca concentrada. Faça a primeira série com um
peso em que você seja capaz de executar mais de 6-8 repetições. Para
a segunda série, diminua o peso em aproximadamente 10% e faça mais
6-8 repetições. Para a última série, diminua mais 10% e execute quantas
repetições sejam possíveis com aquele peso. Tempo decorrido: 6 minutos. |
|
3. Finalize seu treino de bíceps com um movimento
que atinja esta musculatura de forma diferente dos anteriores. Para
tal, eu escolheria a rosca martelo, que enfatiza um pouco mais o
braquial e o braquioradial. Fazendo 3 séries de 6-8 repetições com
o máximo peso possível. Seus bíceps estarão tostados! Tempo
decorrido: 6 minutos.ras.
|
|
4. Limite seus descansos entre as séries
ao tempo em que você necessita para recuperar sua respiração, isto
gira em torno de 45 segundos quando treinando grupos musculares
pequenos e chega até a 2 minutos quando se trata de grandes grupos
musculares, como as coxas.
Os intervalos curtos mantém a intensidade dos treinos alta e ajudam
a diminuir a duração dos mesmos.
|
| CARDIO COM BAIXA ENERGIA
A dieta de baixo
consumo de carboidratos ajuda na queima de gordura e, adicionando
o exercício aeróbio nesta equação, os resultados serão otimizados.
Faça 30 minutos de cardio imediatamente após os treinos pelo menos
3 a 5 vezes na semana.
Enquanto estiver fazendo a dieta de baixo consumo de carboidratos,
mantenha a intensidade de seu cardio entre 70% a 80% da freqüência
cardíaca máxima. Para tal, subtraia de 220 a sua idade e calcule
70% e 80% do número encontrado, os valores serão a sua zona de treinamento
em batimentos por minuto (bpm).
|
Por fazer
o cardio após os treinos com pesos, quando seu corpo usou a maior
parte do glicogênio disponível para obtenção de energia, você irá
queimar mais gorduras que o normal para a obtenção da energia necessária
ao seu exercício aeróbio.
Se você não consegue ou não pode fazer o cardio após os treinos, faça-os
antes do café da manhã. Como você esteve de jejum por toda a noite,
estará queimando mais calorias advindas de gorduras para a obtenção
de energia.
Falando em energizar, não há razão nenhuma para se sentir cansado
quando está em uma dieta de baixo consumo de carboidratos. A idéia
é balancear sua ingestão de carboidratos para que estes sejam suficientes
apenas para as atividades diárias e nada além disso. |
|
DICAS PARA ENERGIZAR A SUA DIETA DE BAIXO CONSUMO DE CARBOIDRATOS
Qual a quantidade
de carboidratos mínima que você deve ingerir para obter um corpo
definido e musculoso? A resposta é simples, o suficiente
para repor parte das suas reservas de glicogênio na musculatura
e no fígado e fornecer energia extra para seus treinos.
O seu objetivo é ingerir o mínimo possível de carboidratos acima
de suas necessidades, pois qualquer excedente se converterá em gordura.
Ao invés das míseras 40g que costumava ingerir nas dietas de pré-contest,
hoje recomendo um mínimo de 150g a 200g de carboidratos complexos
por dia quando em dieta para um homem de 90kg de peso corporal.
Isso significa ingerir em média de 1,6g a 2,2g de carboidratos por
quilograma de peso corporal. Isto é absurdamente mais alto do que
é tipicamente considerada uma dieta de baixo consumo de carboidratos.
Mas mantenha em mente que estes valores são para indivíduos que
são fisicamente ativos e que têm uma boa quantidade de massa muscular
e treinam pesado.
|
|
Ingira apenas carboidratos complexos na medida do possível. As
melhores fontes são a aveia, o arroz integral, o pão integral, o
feijão e o inhame. Os carboidratos complexos são digeridos
lentamente mantendo os níveis de açúcar no sangue estáveis e, conseqüentemente,
evitam picos de liberação de insulina. Isto é vital para manter
o metabolismo de gorduras ativo.
Sua refeição pós-treino deve ser a única exceção. Nela você deve
ingerir bastante carboidrato simple, aproximadamente 1/3 do seu
total diário, pois o carboidrato simples entra mais rápido na circulação
e ajuda a repor as reservas de glicogênio musculares mais rapidamente.
Nos dias em que não treinar, corte o consumo de carboidratos
pela metade, dividindo-o igualmente entre as diversas refeições.
Consuma proteína e gorduras saudáveis em quantidades suficientes
para manter seu corpo funcionando adequadamente e auxiliar o processo
de recuperação. Gerar um pequeno déficit calórico é essencial para
metabolizar a gordura corporal em excesso, mas, caso corte muitas
calorias, irá perder, além das gorduras, grande parte de sua musculatura.
|
|
Nota
do Prof. Benito Olmos: A dieta chamada de “baixo
consumo de carboidratos” preconizada por Lee Labrada neste artigo
não corresponde, em hipótese alguma, à famosa e controversa “Dieta
do Dr. Atkins”, na qual as quantidades de carboidratos nas diferentes
fases da dieta variam de 15g a 95g por dia.
A dieta retratada no
artigo deve ser utilizada apenas em períodos de 2 a 3 meses. Após
isto deve-se retornar a um procedimento balanceado quanto as calorias
e balanço dos diferentes macronutrientes (carboidratos, proteínas
e gorduras). Contrariamente,
Atkins preconiza uma fase de manutenção, que deve seguir após a
dieta, na qual o consumo de carboidratos continuará ainda extremamente
baixo.
Geralmente, a dieta aqui
retratada é utilizada na fase de pré-contest por diversos culturistas,
objetivando atingir a máxima relação entre volume e definição muscular
no dia da competição. Além disso, diferentemente da dieta Atkins,
a praticada pelos culturistas contém baixo consumo de gorduras,
geralmente entre 10% a 20% das calorias, contra a média de 56% presente
em Atkins.
|
|
Por: Lee Labrada
Tradução e versão: Prof. Benito Olmos
Original: Muscle&Fitness 65(08):176-180, 2004
Matéria publicada na Revista SuperTreino (Ed. 11)
| OFERTAS
ESPECIAIS |
| PROTEIN POWDER |
 |
Ajuda a manter a integridade do colágeno,
proteína que sustenta a pele evitando flacidez.
Não contém fitato e é rico em isoflavonas.
Totalmente inodoro e insípido podendo ser colocado
em qualquer bebida ou prato quente sem alterar o sabor original.
Ideal para pessoas que praticam atividade física e
que precisam de uma absorção de nutrientes rápida
e reposição dos aminoácidos depois dos
esportes.
|
|
|
|
|
|